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Muitas vezes é melhor ter um animal prá conversar do que qualquer ser humano. Espera-se ser tratado com respeito e quando isto não acontece, dá vontade de isolar do mundo.
Aconteceu comigo no domingo.
Estava em um ônibus lotadéééésimo quando vi que um garotinho de uns 4 anos sentava em um banco ocupando o lugar de algum adulto que havia pago a passagem. Perguntei delicadamente quem era o responsável pela criança e que o colocasse em seu colo pois haviam pessoas espremidas, inclusive eu, mas que um senhor com um bebê no colo sem conseguir ao menos segurar-se. A mãe, revoltadíssima puxou o filho pelos braços banco acima e falando várias ofensas a mim. Calei e ela ficou xingando sem que o marido ou qualquer outra pessoa a chamasse atenção pelo fato de que eu nem a estava destratando, simplesmente saí de perto para o fundo do ônibus e a “senhora” continuou com as ofensas.
O que ela fez, para mim representa que além de não possuir condições para educar seus filhos, deve ser uma pessoa mal amada, infeliz e sem Deus em seu coração.
Eu, fiquei no ônibus até descer onde queria, com a certeza de que fiz o que era o certo. Feliz por ter ajudado um senhor e ela? Duvido que tenha ao menos ficado com a consciência pesada pelas agressões que me fez. Duvido que tenha algo importante em sua vida e que faça alguém feliz.
Fico pensando em pessoas assim. Será que mais adiante não vão levar alguma rasteira da vida e nem saber o motivo pelo qual caiu? Não. Pessoas assim não possuem sentimentos e passam pela vida sem viverem realmente. Existe amor? Acho que não. Existe respeito? É claro que não. Não respeitam a si próprios, como vão respeitar alguém?
Desci do ônibus. Peito erguido. Não fiz nada errado e não ofendi ninguém. Isso não faz parte de mim. Nessa praia eu não nado. NUNCA!