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Como seria bom se pudéssemos abrir a nossa caixa de brinquedos e encontrar tudo que nos fizesse feliz...seria tã fácil se pudéssemos tirar de dentro dessa caixa uma passagem de avião e atravessar os oceanos e ir ao encontro do nosso grande amor. Ah, se pudéssemos...Quem dera eu, abrir a minha caixinha e deparar com as coisas que eu mais amo na vida. Difícil é saber a prioridade de cada uma delas. Só sei que um lugar muito especial
viria em primeiro lugar...e eu não vejo a hora de sair voando até lá.
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Se você precisa de descanso, não descanse muito mais que o necessário. Porque ferro parado enferruja, água estagnada apodrece... E, além disso, talvez mais tarde falte tempo para terminar a tarefa da existência e é trágico demais morrer com ela inacabada. Se você for alegre e feliz, não ria alto demais, para que sua gargalhada não vá tornar mais doloroso o gemido de alguém, na casa ao lado. Se, nas dores, você soluçar, faça-o baixinho, bem no fundo, bem lá dentro, para não apagar o sorriso no semblante de alguém no andar de cima. Se você escorregar na entrada da existência e até mesmo cair de uma vez, não fique deitado no solo clamando o destino, porque lhe falta ainda muito chão, muito caminho para andar. E, além disso, você só vai atrapalhar a passagem dos outros, que podem tropeçar no seu corpo caído... E, se é triste cair, muito mais triste ainda e arrastarmos alguém na nossa queda. Se algum dia, talvez, você perder a linha e der razão ao grito, a cólera, a revolta, com ganas de quebrar o mundo ao seu redor, não arrebente tudo, amigo, por favor, porque atrás de você vem muita gente que ainda deseja encontrar o mundo inteiro e belo. Se você encontrar uma semente ou muda do raro arbusto da felicidade, não vá plantá-lo em seu quintal todo cercado, mas sim ao lado de um caminho freqüentado, para que muitos possam descansar a sua sombra e comer os seus frutos sem pagar. |
| Autor: Pe. H. Salvador De Lima |